segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Mensagem Episcopal de Natal

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E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo (Lucas 2.10)



Queridas irmãs e irmãos em Cristo, 
e todas as pessoas de boa vontade, 
paz na terra, da parte do Senhor Jesus:

A sociedade brasileira está dividida em sua unidade. Dividida porque avalia de forma diferente os processos políticos e jurídicos que dominam o cenário nacional, e suas boas e más conseqüências para o povo brasileiro, em especial as pessoas mais vulneráveis socialmente e economicamente. Receitas de diminuição drástica do Estado, em todos os níveis, voltam à tona. Em princípio o discurso é de preservar aquilo que as pessoas que contribuem dão sem receber quase nada de volta. Promete-se de pé junto que políticas públicas como saúde e educação não serão afetadas, pelo contrário haverá mais recursos para isso. 
Neste Natal milhões de pessoas desempregadas estarão mais tristes. Profissionais que dedicaram toda sua vida ao serviço público perderão seus postos de trabalho. Pessoas das áreas da saúde e educação continuarão a receber menos que as que trabalham em bancos e financeiras. A classe política e o poder judiciário, principalmente, além de pessoas da cúpula do serviço público, continuarão recebendo acima do limite constitucional, além de outras regalias completamente incompatíveis com a crise que se anuncia. A violência no Estado do Rio Grande do Sul continua crescendo em níveis tão assustadores quanto insuportáveis, e diante dela vozes vingativas proclamam o assassinato de criminosos como solução, ou a redução da maioridade penal, em um sistema carcerário que só produz mais ódio e capacita para a morte. Quem fale em Direitos Humanos será mal visto ou mal vista, e quem fala e luta por reconhecer a diversidade recebe o rótulo de “imigo(a)” da família. Tem gente que usa até a liberdade democrática, tão duramente conquistada depois de anos de autoritarismo e tortura, para pedir a volta da ditadura militar. Enfim, vivemos uma noite bem escura! As luzes do combate a corrupção iluminam pouco, e o vento frio do medo nos castiga por todos os lados...
A imagem dos pastores de Belém, cuidando suas ovelhas, na noite fria, se aproxima, a meu ver, do que estamos passando. Foi ali, não nos palácios iluminados, que a Glória de Deus se manifestou anunciando uma “grande alegria para todos os povos”. A essa alegria eu me apego, em oração e esperança. Esta noite passará, o dia vai amanhecer e Nosso Senhor, desde sua fragilidade, nos iluminará. 
Que este Natal seja união para as famílias, para todas elas, em toda sua diversidade amorosa! 
Que este Natal seja - para quem vive no vazio da morte, o desanimo do desemprego e da injustiça vil, a dor da morte e da violência - um tempo para reafirmar a resistência do amor, e encontrar nossas manjedouras a partir de onde possamos retomar a caminhada, sabendo que nunca estaremos sós! 
Feliz e abençoado tempo de Natal, no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso servo

Dom Humberto Maiztegui Gonçalves

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Encontro de Ordens e Irmandades 2016

No sábado, dia 27 de agosto de 2016, na Catedral SS Trindade, Rua dos Andradas, Centro Histórico de Porto Alegre, aconteceu o Encontro de Ordens e Irmandades da Diocese Meridional.
O encontro teve como lema: "Tenho me esforçado, sempre, para anunciar o Evangelho” (Rm 15:20ª) e tratou o tema: “As cinco Marcas da Missão: caminho do Seguimento do Senhor Jesus Cristo!”, com a assessoria de Edson Costa, do CEBI. 




terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tempo para a Criação - 1º de setembro a 4 de outubro

Tempo para a Criação 2016
Rezar e cuidar da criação
Pessoas cristãs de todo o mundo oram e cuidam da criação, juntas

Em 1989, a Igreja Ortodoxa proclamou o 1º de setembro como o Dia Mundial de Oração pela Criação, e, desde então, muitas outras igrejas cristãs se juntaram e o dia foi expandido para ser uma temporada, até 4 de outubro, na data da Festa de São Francisco de Assis.
O “Tempo para a Criação” tornou-se um evento ecumênico desenvolvido pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo unir as igrejas num chamamento para observar e viver uma temporada de oração, reflexão sobre o cuidado e o uso justo dos dons da natureza que recebemos de Deus.
Mais recentemente, em 2015, após ter lançado a Carta Encíclica Laudato Si - Sobre o cuidado da casa comum, o Papa Francisco instituiu o 1º de setembro como o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Cada vez mais a iniciativa do Dia ou da Temporada da Criação ganha força para conclamar as pessoas cristãs de todo o mundo a orar e cuidar da criação, juntas. Assim testemunhamos nossa fé no cuidado da criação e, da forma mais original e sincera, podemos louvar e bendizer o nome de Deus criador e defensor da vida.
O arcebispo de Cantuária, Justin Welby pediu aos anglicanos para se juntar aos cristãos em todo o mundo e tomar parte nesta campanha:
"O resultado da mudança climática não é potencialmente ruim, é potencialmente fatal, para os países e regiões do mundomais frágeis, e para os bilhões de pessoas que vivem nelas."
E o que pode ser feito durante o Tempo para a Criação?
Orar para que o Espírito Santo nos oriente nas palavras e ações em defesa da vida;
Montar equipe de planejamento de diaconia e cuidado da vida;
Procurar membros e lideranças de outras denominações cristãs em nossas cidades para propor um culto ecumênico, seguido de outras ações em conjunto. Provocar o diálogo;
Propor, marcar eventos que chamem atenção para a campanha Tempo para a Criação. Existem meios de divulgação e tudo o que for realizado, por menor que seja, é importante divulgar para contagiar mais pessoas a se somar e acreditar que é preciso orar e cuidar da criação juntos.Podem ser realizados eventos fora da data de 1º de setembro.Cada evento pode ser registrado no site <http://seasonofcreation.org>. Todo e qualquer evento que for organizado, visando a campanha, é importante que sejam convidadas pessoas para falar, orar e facilitar o debate, certificando-se de ter uma diversidade de denominações representadas, se possível.Seria importante que todo evento da campanha culminasse com uma chamada para ações concretas de continuidade. Lembre-se que é preciso avaliar e celebrar as realizadas.
AGIR PELA CRIAÇÃO: Além de orar, há uma necessidade urgente de medidas para combater a crise ecológica.
Fonte: Cristãos oram e cuidam da criação, juntos. (http://seasonofcreation.org)

Tempo para a Criação - (1º de setembro a 4 de outubro)
III Semana Franciscana da Diocese Meridional - (04 a 11 de outubro de 2016)

Retiro e Caminhada Ecológica – Caminhando com Clara e Francisco
Data: 08 de outubro de 2016
Local: municípios de Stº. Antônio da Patrulha e Caraá(entre Evaristo e Quebrada, próximo da nascente do Rio do Sinos)
Comunidades: Paróquia São Mateus, Ponto Missionário Emanuel e Missão do Advento.
Tema: Rezar e cuidar da criação, JUNTOS.

Movimento Francisclariano e TSSF - Diocese Meridional - IEAB

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Projeto "Valorização da Mulher Indígena Através do Artesanato" recebe visita do SADD

Na sexta-feira, dia 22 de julho, o Projeto "Valorização da Mulher Indígena Através do Artesanato", recebeu a a visita da representante do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD), Sra. Odete Líber, que esteve com membros da Pastoral Indigenista Anglicana (PIA) da Diocese Meridional na aldeia da Estiva em Viamão. 
Com a equipe da PIA, o bispo diocesano, Dom Humberto apresentou para Odete a Aldeia (Tekoa) Guarani explicando que "Atualmente temos uma aldeia (tekoa) Guarani e duas paróquias envolvidas no projeto, mas já está em andamento o plano de ampliar para, pelo menos, 5 tekoa e 6 paróquias da Diocese".
Atualmente o projeto "Valorização da Mulher Indígena Através do Artesanato" está sendo desenvolvido pela Paróquia da Ascensão e Catedral da Santíssima Trindade. Com recursos do SADD, a PIA adquire artesanato e repassa para as paróquias revenderem e com o recurso que entra novamente é feito uma compra de artesanato e continua a exposição e venda pela paróquia. Desta forma as mulheres indígenas conseguem vender seu artesanato com mais facilidade. O Projeto teve início no dia 11 de outubro na Paróquia da Ascensão, depois passou para a Catedral e agora a PIA pretende ampliar para mais 4 paróquias. Tendo mais paróquias envolvidas, será possível ampliar o número de aldeias atendidas pelo projeto.

Contatos para participação e informações, pode ser através do Escritório Diocesano:
Av. Engº. Ludolfo Boehl, 278 . Teresópolis
91720-150 . Porto Alegre - RS
Fone/Fax: (51) 3318.6199/3318.6031
e-mail: dm@ieab.org.br

terça-feira, 26 de julho de 2016

Diocese realiza II Conferência de Padronização Financeira e Administrativa


Dando prosseguimento ao seu processo de reorganização administrativa e sustentabilidade, a Diocese Meridional realizou a II CONFA (Conferência de Padronização Financeira e Administrativa) no sábado, dia 23 de Julho, no salão da Paróquia da Redentor, Av. José do Patrocínio. A conferência foi coordenada pelo Bispo Diocesano, Dom Humberto Maizregui e Grupo Gestor e contou com a participação reitores (as), párocos (as), ministros (as) encarregados (as), tesoureiros (as) e guardiões e guardiãs das comunidades.
Na convocação que enviou para as comunidades, o bispo Humberto afirma que "Há grandes desafios a enfrentar! Mas, cada vez que, com ousadia, nos dispomos a fazer coisas que parecem impossíveis é que Deus se mostra forte em nós!"
O principal assunto foi a avaliação da primeira "Ação entre Amigos" realizada pela Diocese em parceria com as paróquias. E, ao avaliar a "Ação entre Amigos", a maioria das paróquias e missões demonstrou satisfação por seu resultado. Para muitas comunidades, este evento equivaleu uma ou mais promoções que, costumeiramente, realizam. Também foi relatado que a "Ação entre Amigos" movimentou as comunidades, dando visibilidade ao trabalho da Igreja. O sorteio de um  carro pela Loteria Federal no dia 25 de junho de 2016, tendo como vencedor o jovem Esteven Kersting de Farias e o bilhete premiado (com número 25635) foi vendido através do Lar Alice de Viamão.
A II CONFA também tratou de outros assuntos e informes, como a entrega de alvarás de PPCI. Todas as sugestões levantadas serão encaminhadas ao Conselho Diocesano, ao qual compete tomar as decisões.



sábado, 25 de junho de 2016

Resultado da Ação Entre Amigos

A Diocese Meridional, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, informa o resultado da Ação Entre Amigos, que sorteou um  carro pela Loteria Federal no dia 25 de junho de 2016:
Número : 25635
Nome do ganhador: Esteven Kersting de Farias
O bilhete premiado foi vendido através do Lar Alice de Viamão.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Participe do Sorteio de um Carro

O sorteio da Ação entre Amigos da Diocese Meridional será pela Loteria Federal do dia 25 de junho. 
Cada bilhete, que custa R$ 10,00, dá 4 oportunidades de sorteio. 
Os bilhetes podem ser adquiridos nas paróquias e comunidades e no Escritório Diocesano.
Av. Engº. Ludolfo Boehl, 300 - Teresópolis - Porto Alegre - RS
Fone/Fax: (51) 3318.6199 / 3318.6031

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Programa da Semana de Oração Pela Unidade Cristã em Porto Alegre

Semana de Oração Pela Unidade Cristã 
Organizada, em Porto Alegre,  por  CONIC/RS e SICA
8 a 15 de maio de 2016
Chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor (l Pedro 2,9)

08 /05 -   Domingo - 10h - Catedral Nacional da Santíssima Trindade-  IEAB
Rua dos Andradas, 880 (Centro)
Coordenação: Revdo. Jerry Andrei dos Santos - Fone: 99570412
09/05 – Segunda-feira – 18h
Igreja Universitária Cristo Mestre (Capela PUCRS) -  Av. Ipiranga, 6681 (Partenon)
09/05 – Segunda-feira  -  19h
Igreja Santa Teresinha – ICAR
Rua Ramiro Barcelos, 386 (Floresta)
Coordenação:  Pe. Léo Hasteteufel – Fone: 3225.5542
10/05 – Terça-feira – 15h  
Igreja Metodista  Institucional  IMB
Av. Guido Mondin, 179 – entrada pela Av. Pres. Roosevelt (São Geraldo)
Coordenação:  P. Marcelo Haygert – Fone: 3342.2887
10/05-  Terça-feira – 18h30min
Catedral – Madre de Deus ICAR
Rua Duque de Caxias, 1047 (Centro)                                
Coordenação: Pe. Pedro Alberto Kunrath - Fone 3228.6001
11/05 -  Quarta-feira –10h
Igreja Nossa Senhora do Rosário - ICAR
Rua Vigário José Inácio, 402 (Centro)
Coordenação:  Pe. Leandro Miguel Chiarello -  Fone: 3224.7009
12/05 -  Quinta-feira-  19h
Igreja São Lucas - IECLB
Rua Luiz Voelker, 285 (Três Figueiras)
Coordenação:  Pa. Scheila dos Santos Dreher – Fone 3334.9009
12/05 -   Quinta-feira-  20h
Igreja Santo Inácio de Loyola -  ICAR
Rua Caio Brandão de Mello, 150 (Humaitá)
Coordenação: Pe. Luiz Remi Maldaner -  Fone:  3374.3554
13/05 -   Sexta-feira – 9h e 16h
Colégio Pastor Dohms – IECLB (Hiegienópolis) e Paróquia da Ascensão - IEAB
Av. Ludolfo Boehl, 300 (Teresópolis)
Coordenação: Pra. Katrin Dickel  - Fone: 32413100) -  Revdo. Pilato Pereira – Fone: 8546.3317
20h  -   Movimento Focolares
Rua João Abott, 575 - Petrópolis
Coordenação:  Sra. Rosane – Fones:  3208.0335 / 8187.1175
14/05 -   Sábado – 15h
Igreja São Marcos -  IECLB
 Rua São Miguel, 106  (Aparício Borges)
Coordenação: P. Enos Heidemann -  Fone  3392.3429
14/05 -  Sábado  -  18h
Igreja da Reconciliação
 Rua Senhor dos Passos, 202  (Centro)
 Coordenação:  P. Werner Kiefer -  Fone 3224.5011
14/05 -   Sábado – 18h30min
Igreja Martin Luther – IECLB
Rua Cel. Camisão, 30  (Higienópolis)
Coordenação: P. Claus Martin Dreher – Fone 3343.6834
14/05 –  Sábado – 16h
Igreja São João – ICAR
Av. Benjamin Constant, 76 – São João
Coordenação: Pe. Renato Schuh – Fone: 3342.4270
15/05 –  Domingo – 19h
Igreja Maria Madalena -  IECLB + ICAR
 Av. Olegário José Guimarães, 750 – (Piratini)  -  Alvorada
Coordenação:  Pa. Elfi Rehbein – Fone: 3443.8790.

SICA – Serviço  Interconfessional  de Aconselhamento -  Fone  3286.7313

Clique AQUI para mais informações no site do CONIC (www.conic.org.br)

domingo, 1 de maio de 2016

Presença da Comunidade Indígena Guarani no 124º Concílio Diocesano.



Coral da Comunidade Indígena Guarani, da Aldeia Estiva de Viamão, apresentou sua arte e cultura no 124º Concílio Diocesano.

sábado, 30 de abril de 2016

Sessão de Autógrafos no 124º Concílio da Diocese Meridional

A Paróquia da Ascensão viveu um momento muito especial nesta noite de sábado, 30 de maio de 2016: o lançamento do livro:
“Paróquia da Ascensão, 1916-2016, Estamos em Missão”. de autoria do Reverendo Oswaldo Kickhofel e publicado pela editora ESTEF.
A sessão de autógrafos e lançamento do livro faz parte da programação do 124º Concílio da Diocese Meridional, acolhido pela Paróquia da Ascensão entre os dias 29 de abril a 1º de maio.
Resultado de um formidável trabalho de pesquisa do Revdo. Oswaldo, o livro faz um resgate histórico da comunidade da Ascensão, desde quando tudo começou, ainda antes de sua localização no bairro Teresópolis, como capela da escola fundada em 1912, pelo missionário William Mathew Merrick Thomas, na Rua Luiz de Camões, no bairro Partenon, que passou a ser mais tarde o Colégio Cruzeiro do Sul no bairro Teresópolis, onde a Paróquia celebra um século de presença.
Nossa gratidão a Deus que providenciou este momento de graça. 
Nosso muito obrigado ao Reverendo Oswaldo, que ofertou para a Paróquia seus direitos autorais,dedicando precioso tempo de pesquisa e redação para edificar o belo trabalho do livro.
Agradecemos a editora ESTEF, ao Arquivo da IEAB e a todas as pessoas que de alguma forma deram sua contribuição para alcançarmos o sonho de ver registrado a história centenária da Ascensão.

CARTA PASTORAL AO 124º CONCÍLIO DA DIOCESE MERIDIONAL

Travessias: na Igreja de Cristo, na Missão de Deus, no jeito anglicano de viver a fé!
Levem as suas cargas mutuamente, e assim cumprirão a lei de Cristo.
Gálatas 6:2

Queridas irmãs e queridos irmãos do Clero e Laicato
de nossa Diocese Meridional, de nossa Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
Graça e Paz da parte do Deus Libertador,
que acompanhou a travessia do mar, tirando o seu povo da escravidão,
que guiou para a travessia do deserto e depois do rio, introduzindo o seu povo na terra prometida,
que, através do Servo Sofredor, Cordeiro Pascal, na travessia da Cruz e Ressurreição, retirou o poder da morte
e deu para a humanidade a vida eterna,
que nos acompanha em todas as nossas travessias,
travessias que nos levam para o Novo Céu e a Nova Terra, em Cristo Jesus Nosso Senhor:

1. Quando começamos a preparar este 124º Concílio da Diocese Meridional, nas mentes e corações das pessoas que compõem a Comissão de Planejamento Pastoral e Missão, logo surgiu a palavra e a percepção de “travessia”. Travessia nada mais é do que outra forma de dizer “Páscoa”, que literalmente significa “passagem”. Sendo assim, travessia define a ação de Deus em toda a história, desde a libertação do seu povo pobre e escravizado, quando se revela como Deus que “acontece”, abraçando toda a humanidade a partir das pessoas mais vulneráveis (cf. Êx 3:14 e Lc 4:18-21). A nossa vida é, também, uma travessia que sai de Deus e volta para Deus. Assim nos entendemos como pessoas peregrinas, rumo ao Reino, como afirma a Oração do Senhor (Pai Nosso, “Venha o Teu Reino”).

2. A Igreja Peregrina vive na travessia entre o tempo da Páscoa e o tempo da Volta em Glória e do Senhor (reafirmando isso em cada Eucaristia ao repetir o Mistério Eucarístico da Fé: “Cristo morreu, Cristo Ressuscitou, Cristo Voltará”). Entre todas essas travessias, celebramos, neste Concílio, o Centenário da Paróquia da Ascensão, que nos hospeda. Também, neste Concílio, iremos visualizar e desenhar, com ajuda do Espírito Santo, os rumos da nossa travessia diocesana, ao aprovar uma metodologia, isto é, um caminho, para fazer uma avaliação geral diocesana a partir da nossa Visão e Missão. Neste ano a nossa Igreja Episcopal Anglicana do Brasil se reúne em Sínodo Extraordinário para realizar uma travessia desde um ordenamento canônico, que se mostrou desorganizado, defasado, e confuso, para outro que ofereça mais condições de segurança institucional e ação missionária no novo contexto social e jurídico brasileiro. A Comunhão Anglicana, que há poucos dias terminou a reunião do seu Conselho Consultivo em Lusaka, Zâmbia, na África Central, também apontou para as necessárias travessias, que incluam diferentes formas de entender a missão da igreja, e a dignidade das pessoas, diante dos desafios do mundo pelo que Nosso Senhor foi oferecido em sacrifício amoroso e generoso (cf. Jo 3.16).

3. Sabemos que não há travessia fácil, nem totalmente segura. Toda travessia inclui riscos, ao tempo que reserva momentos de particular beleza e de grandes descobertas. A nossa esperança é saber que Deus sempre esteve com seu povo em todas as travessias! O Evangelho nos fala de uma travessia de barco pelo lago da Galileia. Jesus, em uma atitude aparentemente omissa, dormia, em claro contraste com o estado psicológico dos discípulos, que o acordam dizendo: “Mestre, mestre, estamos perdidos!” (versão Bíblia Sagrada Vozes) ou “Mestre, Mestre, perecemos” (versão Almeida), ou ainda, em uma livre tradução do grego, “Mestre, Mestre, seremos destruídos!”.

4. Será que como Diocese, como Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, e até em algumas comunidades cuja participação tem diminuído, não temos este mesmo sentimento que aqueles discípulos sacudidos violentamente pelo mar e pelo vento, em seu pequeno barco? Será que não somos sacudidos por inseguranças e dúvidas? Será que nossa comunidade vai continuar depois desta geração? Será que não iríamos também acordar o Mestre, que dorme, e perguntar, de onde virão as pessoas que vão continuar depois de nós, Mestre? Acorda, somos uma comunidade perdida, vamos morrer!

5. Será que diante da enorme dívida que carregamos pelos erros administrativos do passado, e as dificuldades enfrentadas junto a nossa diocese irmã, e companheira na dívida, além das dificuldades de encontrar novas pessoas contribuintes e aumentar o valor das contribuições em nossas comunidades, não acordaríamos o Mestre, dizendo: “Acorda, seremos destruídos!”?


6. Será que diante da insistência de nossa Igreja, junto a uma parte da Comunhão Anglicana, de seguir o caminho missionário da inclusividade, preferindo abordar assuntos difíceis e polêmicos (que nem tem unanimidade na própria igreja), antes de se omitir – como a situação política do país, a violência doméstica, as questões de gênero e orientação sexual, a crise do planeta sendo destruído – sendo, por outro lado uma igreja tão pequena, tão frágil, não iríamos acordar o Mestre e dizer: “acorda, vamos perecer!”? Certamente, temos muitas outras razões para nos identificar com a atitude daqueles discípulos no meio da tempestade, naquele pequeno barco, no mar da Galileia.

7. Embora haja uma narração semelhante nos outros Evangelhos (Mt 14:22-34, Mc 6:45-52 e Jo 6:16-21), Lucas mostra Jesus dentro da barca e, embora os outros não usem neste relato a palavra Mestre,  ele usa uma palavra diferente para se referir a este título de Jesus. Em lugar de “didáscalos” (o que utiliza a didática, isto é, ensina), usa “epistáta”, isto é, aquele que está junto, que mostra como alcançar o conhecimento (mas como um “tutor” ou “professor particular”). Assim, quando, na versão de Lucas, os discípulos chamam Jesus dizendo “Epistáta” querem dizer: “Tu que estás conosco para nos ajudar a entender o sentido desta travessia, acorda, estamos perdidos”!

8. De fato, Lucas, como pesquisador, dedica a obra do Evangelho e Atos dos Apóstolos a uma pessoa que ele chama “Teófilo” (Lc 1:3 e At 1:1). Esta pessoa – a quem Lucas dedica sua obra inspirada por Deus – estava buscando o sentido da travessia, que nós também buscamos neste Concílio. Teófilo, que literalmente significa “O que ama Deus”, estava sendo sacudido por muitas doutrinas e histórias sobre Jesus (Lc 1:1). Lucas não pretende esclarecer tudo, mas levar Teófilo ao encontro com o Epistáta, que sim pode lhe mostrar o jeito de fazer todas as travessias, superando todas as tempestades!

9. Por outro lado, Lucas, além de um grande pesquisador teológico, o primeiro da história do cristianismo, foi o maior admirador, e quase que biógrafo, do apóstolo Paulo. Lucas percebeu como ninguém que este apóstolo era um grande exemplo de como fazer travessias. Paulo tinha sido educado no mundo greco-romano, na cidade de Tarso, e também na escola judaica do farisaísmo legalista, na cidade de Jerusalém (uma travessia que o levou a ser um perseguidor da Igreja, patrocinando a morte do primeiro mártir cristão, Estevão). Depois, durante outra travessia, agora no deserto, tem um encontro dramático com Jesus ficando cego. Depois de ser acolhido pelas pessoas que ele perseguia, de abrir os olhos para uma nova visão da vida, da fé, e do amor, torna-se o maior missionário de Cristo que jamais existiu (cf. 1 Cor 15:9).

10.  Em outra travessia, durante uma viagem missionária, onde fica gravemente doente, Paulo, acidentalmente, é acolhido pelas comunidades da Galácia (Gl 4:13-14). Da carta, que tempos depois, tentando evitar que estas comunidades fossem enganadas por pregadores legalistas, é que vem o versículo que tomamos como lema do 124º Concílio da Diocese: “levem suas cargas mutuamente e assim cumprirão a lei de Cristo” (Gl 6:2). De certa forma, toda a Carta ao Gálatas é para explicar como continuar caminhando apesar das tempestades. Neste caso, tempestades de doutrinas escravizadoras que ele chama de “outro evangelho” (Gl 1:6). O Mestre, agora, deve ser acordado através do Espírito Santo que está dentro de cada pessoa e constrói e capacita as comunidades! (cf. Gl 5:5,22,25). Acordar o Mestre é deixar que o Espírito lhe guie ao serviço mútuo! (cf. Gl 5:13). Assim entendemos, por que Paulo, no meio desta tempestade, diz: “Levem suas cargas mutuamente e cumprirão a lei de Cristo”!

11. O princípio de “levar mutuamente as cargas” provém do mesmo Espírito Santo, com que o Mestre acalma as tempestades em todas as travessias! Levar as cargas mutuamente é edificar-nos como pessoas e comunidades, como Igreja, no amor de Cristo, tornando-nos Corpo de Cristo, presença de Cristo na Vida, no Mundo, na História! Enfim, seguindo a travessia da Missão de Deus no horizonte do Seu Reino.

12. Aqueles discípulos apavorados no pequeno barco no meio da tormenta, as comunidades da Galácia, que, depois de acolher Paulo e com ele o Evangelho, recebem doutrinas contrárias que abalam sua fé, nós e nossas dúvidas sobre o presente e o futuro, não sentimos, às vezes, que Jesus Cristo está dormindo? Como poderemos levar as cargas, as cruzes, pessoais, familiares, comunitárias, sociais, políticas, econômicas, religiosas, se Cristo está dormindo? Bem, se isso acontece, devemos acordá-lo! Mas onde está? Em qual parte do barco ele repousa em seu sono tranquilo? Só pode estar em uma parte: na parte de dentro! Dentro de nós, como cada pessoa batizada, e mais ainda quando confirmada. Dentro de nós, como comunidade de fé, dentro do clero e do laicato, dentro das juntas paroquiais e conselhos de missão, dentro de todas as nossas relações de amor e vida, de partilha e compromisso, de fé e esperança! Dentro de nós, como Dioceses e Província lideradas espiritualmente pelas pessoas que exercem o episcopado, junto aos Concílios e Sínodos, e todas as estruturas e órgãos que criamos para fazer este Corpo refletir melhor o Corpo de Cristo! Dentro de nós, Comunhão Anglicana em nossa imensa diversidade e liberdade, nos instrumentos da nossa unidade, Arcebispo de Cantuária, Reunião de Primazes, Conferência de Lambeth e Conselho Consultivo Anglicano! Dentro de nós, Igreja de Cristo, com todas suas contradições, suas unidades, suas diversidades! Dentro de nós, humanidade, vivendo neste planeta náufrago no mar do lucro, do progresso egoísta, da desigualdade, do preconceito, da violência, da destruição e da guerra! Sempre, sempre dentro de nós! Somente ali pode estar Jesus, e ali deve ser acordado!

13. O nosso interior é o lugar habitado pelo Espírito de Deus, templo do Espírito, onde nascem todas as nossas relações! Ali, dentro de nós, onde dorme Jesus e habita o Espírito, está a verdade incontestável de que Deus sempre nos enviou ajuda, mesmo quando, em nosso endurecimento de coração e em nossa miopia espiritual, não soubemos aproveitar. Ali, dentro de nós, está a memória de quanta ajuda já recebemos com nossas cargas, quantas tempestades já foram acalmadas, e quantas travessias já foram concluídas, por causa do Mestre e do Poder do seu Santo Espírito! Ali, dentro de nós, sabemos que é verdade que só quando carregamos mutuamente nossas cargas é que cumprimos a lei de Cristo, que é o amor! Ali, dentro de nós, ouvimos a voz do Mestre repreendendo o vento e o mar que querem nos destruir, e desde ali, dentro de nós, é que vamos abrindo a visão de um sol que teima em amanhecer, vencendo as trevas e revelando o horizonte do Reino. Sim, o Mestre sempre acorda, mas somos nós os que devemos remar, vencer o medo, e continuar procurando no compromisso mútuo e a força para levar este barco para seu próximo destino!


14. Já estamos ouvindo a voz do Mestre no Cursilho de Cristandade, que revelou o poder do Espírito Santo, através de seu primeiro encontro em nossa diocese, no ano passado. Chamamos o Mestre! Aliás, é dali que vem a música que gostaria de cantar com vocês no final desta Carta Pastoral. Mas, mesmo com isso, ainda há gente com medo em nossa igreja. Gente que clama dizendo que nossa igreja está morrendo e não tem nada de novo para oferecer. Por quê? Porque tentamos antes coisas que não deram certo, ou não tiveram continuidade? Então, deixaremos o Mestre dormindo, o Espírito Santo fechado, e vamos pular fora do barco? Ou vamos acreditar e carregar, como estas pessoas já estão fazendo, nossas cargas mutuamente?
  
15.Temos esta ação entre amigos diocesana que nasce das sugestões da Primeira Conferência de Padronização Administrativa (buscando uma abordagem cada vez mais participativa e coerente da nossa responsabilidade cristã). De dentro do Grupo Gestor o Mestre Acordou, o Espírito Soprou, e  tivemos a coragem de apresentar com responsabilidade e ousadia este desafio. Acreditamos nisso! Aprovamos na reunião em novembro e hoje temos um carro aqui à mostra. Vamos acreditar, ou vamos pular fora do barco e deixar o Mestre dormindo, esperando afundar?

16. Poderia aqui citar muitos outros exemplos do que Deus está fazendo dentro das diversas comunidades de nossa diocese. Há pessoas novas chegando, há desafios novos chamando, há construções físicas e eclesiais acontecendo. O planejamento feito em cada comunidade, às vezes com dificuldade, é um apelo ao Mestre (veremos isso claramente na apresentação do relatório estatístico que seguir uma forma nova nesta reunião conciliar).

17. O Mestre acordou em muitos lugares, e está esperando ser acordado em outros. O Mestre também nos vem ecumenicamente através de organismos como o Dia Mundial de Oração, a Semana de Oração pela Unidade Cristã, a Campanha da Fraternidade Ecumênica, o Serviço Interconfessional de Aconselhamento, o Conselho Nacional de Ensino Religioso, os grupos de diálogo interreligioso como o DIRPOA, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, que é presidido por nós neste biênio, o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, que nos trouxe recentemente o biblista Ildo Bohn Gass, para nos capacitar a partir do Evangelho segundo Lucas. Quanto disso realmente aproveitamos, e quanto ignoramos?

18. Mas, queridas irmãs e irmãos, sempre haverá outras tempestades pela frente e voltaremos para o Mestre, dizendo: “Acorda, Mestre, estamos em perigo!” E novamente ele fará o que está fazendo, e nos convidará a carregar mais uma vez nossas cargas solidariamente! Não há outro sentido para nossa vida humana e cristã, este é o único caminho para o horizonte da vida e da eternidade, nisto está a alegria de sermos povo de Deus, a alegria de ecumenicamente sermos a Igreja de Cristo, de contribuirmos com nosso jeito anglicano através da Comunhão Anglicana, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, da Diocese Meridional, de cada comunidade de fé, como pessoas batizadas, como irmã e irmão de toda a humanidade e de toda criação! Se lerem o livro escrito por nosso irmão, presbítero e jornalista, Revdo. Osvaldo Kickhöfel, sobre o Centenário da Paróquia da Ascensão – que receberão como lembrança deste Concílio e poderão aqui adquirir – é exatamente o que verão! Foi o que eu vi! Não há nada melhor, nada mais alegre, nada mais significativo, do que carregarmos mutuamente nossas cargas, fazer nossas travessias, e assim cumprir a lei de Cristo!


Paróquia da Ascensão, 29 de abril de 2016 A.D.

Dom Humberto Maiztegui Gonçalves
Bispo Diocesano

domingo, 3 de abril de 2016

Bispo Convoca Diocese para Concílio

CONVOCAÇÃO DO 124º CONCÍLIO DIOCESANO DA DIOCESE MERIDIONAL

Travessias: na Igreja de Cristo, na Missão de Deus, no jeito anglicano de ser. 
Levem suas cargas mutuamente e assim cumprirão a lei de Cristo (Gálatas 6:2) 

Em conformidade com o Cânon 2, Artigo 3º dos Cânones Diocesanos, convocamos as delegações clericais e leigas para o 124 º Concílio Diocesano da Diocese Meridional da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que terá lugar na Paróquia da Ascensão, Av. Ludolfo Bohel 300, Teresópolis, Porto Alegre RS, entre os dias 29 de Abril e 1º de Maio de 2016. Lembramos que, conforme o Cânon 4, Artigo 1º, dos Cânones Diocesanos a representação leiga está assim constituída: Catedral delegação de 4 pessoas; Paróquias Emancipadas delegação de 3 pessoas; Paróquias Subvencionadas delegação de 2 pessoas e Missões representadas por uma pessoa. Sendo que em todos os casos deve ser indicado igual número de pessoas como suplentes. 

A Celebração de abertura e leitura da Carta Pastoral do Bispo Diocesano se dará às 18.30 horas da sexta-feira, dia 29 de Abril (sendo que daqui a uma semana receberão o programa completo). Destacamos a necessidade do preenchimento das credenciais em anexo que devem ser entregues devidamente assinadas com a maior antecedência possível (o Cânon 4, Art. 4º dos Cânones Diocesanos prevê 15 dias antes), as mesmas podem ser informadas via e-mail pelo/a reitor/a, pároco/a ou ministro/a encarregado/a sempre que os originais sejam apresentados por ocasião da abertura da reunião conciliar. O envio com antecedência das credenciais permite a formação dos grupos de trabalho durante o Concílio. Lembramos ao clero que a cor litúrgica do Concílio é a vermelha, as pessoas que exercem o ministério leigo poderão trazer suas vestes e típetes. 

Este Concílio terá em paralelo o Encontro e Assembléia da UJAB e a presença da comunidade indígena Guarani que estará vendendo seu artesanato e se apresentando. No ofício de encerramento, a ênfase na diaconia e, portanto, pedimos que tragam símbolos de seus trabalhos sociais a serem apresentados no ofertório. 

Que o Senhor Ressuscitado, Nossa Páscoa, nos guie nas necessárias travessias e no compromisso de carregarmos mutuamente nossas cargas. 

Porto Alegre, 28 de Março de 2014 A.D 

+ Humberto Maiztegui Gonçalves - Bispo Diocesano

domingo, 27 de março de 2016

Mensagem de Páscoa de Dom Humberto

MENSAGEM EPISCOPAL DA PÁSCOA
E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. (Lucas 24:5-6) 
O Senhor Ressuscitou, sim, mas não uma vez mais. Jesus Cristo, crucificado na opressora Cruz do Império Romano, com grande insistência das lideranças da sua própria religião, ressuscitou, voltou, levando as feridas como lembrança das muitas feridas sofridas pela nossa humanidade por causa da nossa humanidade. Como todos os anos, há alguns anos, nesta ocasião o sermão pascal é feito cantado. Cantado porque a poesia tem o poder de dizer muito mais, de calar mais fundo, de ir mais longe, e porque a música é o som de Deus entoado por todas as criaturas e todas as forças do universo, uma santa vibração vital! 
Não poderão ouvir a música nesta carta, depois veremos como disponibilizar a mensagem completa, com ajuda de Philip e Julian da Catedral Nacional da Santíssima Trindade, mas agora, deixo-lhes esta poesia, esperando que encontrem nela, como nós encontramos, mais força e inspiração para acreditar.

Páscoa é Celebrar a Vida

Ainda era tão grande essa lembrança da dor
Como poda na Cruz, ter acabado Jesus?
A frustração e o medo lhes impedia lembrar
O que Jesus lhes falara sobre o que iria passar
Como nas mãos de assassinos poderosos morreria
E que no terceiro dia, enfim, ressuscitaria.

Três Marias, corajosas, seguindo um velho ritual.
foram com óleo e perfumes para a morte encontrar.
Quando chegaram ao túmulo, viram que o corpo não estava.
E sem saber o que fazer, ficaram apavoradas.
Então um ser celestial, vestindo luz, lhes falou:
Podem levar a notícia, o Senhor Ressuscitou!

Com tão preciosa notícia foram elas anunciar,          
Lembrando, enfim, que o Senhor iria Ressuscitar.
Pedro e João foram correndo, surpresos com a primicia,
Confirmaram a notícia, mas ainda duvidavam,
Que Jesus Ressuscitado, era a Páscoa da Vida,
Com Ele a morte, e a injustiça, poderiam ser vencidas!

Irmãos e irmãs, melhor que pensemos bem
Quantos anos se passaram e quanto mal já foi feito
Quantas mortes e violência, até em nome de Jesus;
Onde ficou o sentido dessa vitória na Cruz?
A Cruz virou um grande símbolo, a Páscoa é apenas uma festa,
Muitos rituais, palavras, onde ficou a vitória?

Esse Jesus vitorioso, que derrotou os assassinos,
Ainda está entre nós, Ele é o Ressuscitado!
Ele é a grande notícia, Ele é o mistério sagrado!                                    
Ele é a esperança da gente, num mundo tão abalado!
Vamos levar a notícia, vamos correr mundo afora,
Gritando aos quatro ventos, que nossa Páscoa é agora!

Páscoa é acreditar, que um mundo novo é possível,
Páscoa é partilha, é ternura, prá quem espera acolhida!
Páscoa é reconhecer, em cada irmã, cada irmão,
A imagem de Jesus Cristo, junto a toda a criação,
Páscoa é vida e é memória, diversidade, alegria!                                                
Páscoa é derrubar os muros, Páscoa é celebrar a Vida!

Celebremos a vitória, sejamos seres pascáis,
Com a coragem das Marias, diferentes, mas iguais!
Vivamos o entusiasmo, tendo Deus dentro de nós,
Indo ao encontro da Vida, rumo ao horizonte do amor!
Caminhamos para o Reino, Jesus está entre nós,                                              
Sigamos com as mãos dadas, o Senhor Ressuscitou!

+ Dom Humberto Maiztegui Gonçalves

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Meditações Diárias para 2016

Já está disponível o devocionário Sementes, com meditações diárias para 2016.

"Dê para uma pessoa especial um presente especial!
Que o Sementes a incentive a ter momentos diários de intimidade com Deus, desenvolver a Sabedoria, o Discernimento e viver o Ano de 2016 com Coragem, Esperança, Fé e Amor promovendo a Paz entre todas as Criaturas."
(Revda. Leane)

Informações: 
Escritório Diocesano
Av. Engº. Ludolfo Boehl, 278 . Teresópolis 
91720-150 . Porto Alegre - RS
Fone/Fax: (51) 3318.6199/3318.6031

e-mail: leane.kurtz@yahoo.com.br